Nesta manhã, a revista americana Marie Claire publicou uma entrevista com a atriz e cantora Sabrina Carpenter, onde ela falou sobre amadurecimento, carreira, seu novo álbum, entre outros assuntos. Logo abaixo, você pode conferir toda a matéria traduzida e o ensaio fotográfico clicando nas miniaturas:

Sabrina Carpenter está pronta para o Act II

Como a menina de 20 anos foi de uma estrela da Disney Channel para uma cantora, atriz da geração Z em construção.

Sabrina Carpenter tem mais de 17 milhões de seguidores no Instagram – basicamente a população de um país de médio porte – mas ela pode caminhar pelas ruas anonimamente. Será que em 2019 uma cantora de 20 anos que estrelou em séries de TV e filmes e interpretou suas próprias músicas em arenas lotadas consegue sair sem ninguém pará-la para uma selfie. “Olha, todo mundo é famoso hoje em dia”, ela diz com uma risada. “Tem cachorros com mais seguidores que eu.”

Mas algumas dessas pessoas famosas (e nenhum dos cachorros) são multi-talentosos ou ocupados como Carpenter. Ela faz parte da nova geração Z de multi-tarefas, junto com Billie Eilish e alguns ex-colegas da Disney como Dove Cameron, que estourou muito jovem, junto com sua massiva comunidade de seguidores nas redes sociais. Com o lançamento de seu quarto álbum, chamado Singular: Act II, no dia 19 de julho, o pivô da megafama de Carpenter chegou.

Ensinada em casa na Pensilvânia antes de se mudar para Los Angeles aos 13 anos Carpenter inicialmente parecia destinada a ser uma estrela mirim, aparecendo em algumas séries e participando de uma competição de canto online da Miley Cyrus (outra ex-Disney), chamada MileyWorld Superstar. Seu maior sucesso veio quando ela conseguiu um papel em Girl Meets World, o reboot da amada sitcom da Disney Boy Meets World. Carpenter – naquela época uma precoce menina de 14 anos – foi escalada como Maya Hart, a atrevida melhor amiga da personagem da Rowan Blanchard, Riley Matthews. Com o cancelamento da série em 2017, ela decolou sua carreira em dois lados. “Foi uma linda experiência, eu não mudaria por nada”, Carpenter conta sobre seu tempo na série. “Mas eu estava para fazer 18 anos, e eu estava animada para ir para a próxima coisa.”

E ela já sabia o que a próxima coisa podia ser. Carpenter arrumou tempo para correr atrás da música fora da agenda puxada da série (e sua personagem ainda teve algumas cenas de canto na série), escrevendo e gravando seus primeiros dois álbuns, Eyes Wide Open de 2015 e EVOLution de 2016, durante seus dias no set. Ela usava as redes sociais para promover ambos, construindo um público online que conhecia ela por mais que sua personagem na série. “Às vezes, especialmente nos lançamentos dos álbums, eu quero estar online”, ela diz. “Eu quero fazer chats ao vivo. Eu quero ver o que as pessoas estão dizendo.”

Para ser mais claro, Carpenter não é como essas jovens celebridades que constroem um nome na televisão e anunciam que se consideram cantoras; ela sempre foi envolvida com ambos: atuação e canto. Anos antes dela começar a lançar álbuns e estrelar na TV, Carpenter era uma menininha de 9 anos de idade postando covers da Adele e Christina Aguilera no YouTube. Quando fez 10 anos, seu pai comprou pra ela um estúdio de gravação todo roxo no porão de casa, que está lá até hoje. (“É lá que eu acho conforto em um espaço criativo”, ela diz.) Com 12 anos de idade, ela assinou com sua primeira gravadora. “Eu quero que as pessoas possam ouvir minha música e sentir como se elas estivessem usando uma roupa que eles amam; isso dá uma postura, energia e atitude diferente.”

Mas ela não desistiu de atuar. Com papéis que ela pegou depois de GMW, Carpenter provou que ela era mais que uma estrela de TV borbulhante. O mais conhecido desses foi o papel de Hailey no filme de 2018 The Hate You Give, uma adaptação do livro de Angie Thomas. O filme conta a história de Starr, uma jovem negra (Amandla Stenberg) que está dividida entre seu bairro de baixa renda, predominantemente negro e sua escola preparatória rica, com a maioria das pessoas sendo branca. Hailey é a colega de escola de Starr, que, em um momento crítico, falha em reconhecer seus privilégios em um momento que custa muito para Starr. “Eu estava esperando por um projeto que pararia meu caminho, e foi esse”, diz Carpenter. O filme foi elogiado por sua abordagem a questões como preconceito e brutalidade policial e ainda conseguiu para Stenberg uma capa na revista Time. Mas interpretar Hailey significou que Carpenter teve que ver comentários de fãs no Twitter que diziam “Sua atuação foi incrível, mas Hailey me deu nos nervos essa noite” e “Você interpretou uma grande racista.”

Se manter aberta enquanto mantém uma distância saudável das redes sociais pode ser um desafio para qualquer um, mas é especialmente difícil quando você tem milhões de pessoas assistindo cada postagem. Para tentar manter o controle, Carpenter cuida para responder sempre mensagens positivas nas redes sociais, esperando que isso encoraje a sempre receber aqueles que mantém as coisas leves e, como ela mesma diz, “levantar a energia da internet.” “Eles estão sempre me dizendo que preciso me hidratar e descansar. É muito fofo que eles se preocupam”, ela fala sobre seus fãs. Mas vivendo na era da cultura do cancelamento – quando um tweet errado pode trazer muitas críticas online e até danos permanentes para jovens carreiras – pode dar uma pressão bem intensa. “Às vezes eu posto algo e apenas saio. Viro fantasma. Jogo meu telefone no oceano. Sumo completamente”, ela diz. “É a maneira mais fácil para eu não ver o que eles estão dizendo – bom, mau, negativo.”

Esse balanço é crucial quando ela lança o que ela chama de álbum mais pessoal até agora. Como uma artista musical, Carpenter (que escreve suas próprias músicas) já teve três turnês e tocou no Madison Square Garden. Mas Singular Act II parece muito vulnerável: Uma das faixas, chamada “In My Bed”, é como ela lida com a ansiedade que ocasionalmente a assola. Embora ela não goste muito de falar sobre isso – “É bem difícil de definir; vem em ondas” – escrever sobre seus momentos obscuros pode ser catártico. “Eu tenho que me lembrar constantemente que eu estou fazendo o que eu amo e tenho muito que ser grata”, ela diz. “Eu pude canalizar isso em algumas dessas músicas.”

A seguir, Carpenter vai se juntar ao revival do filme Tall Girl, sobre um triângulo amoroso de adolescentes, e então ela vai estrelar o filme de comédia e dança da Alicia Keys, chamado Work It. Além do mais, ela está planejando uma turnê mundial para seu mais novo lançamento. Oh, e ela também já está escrevendo um novo álbum. Com tudo isso, ela ainda tem tempo para sua vida sociais, saindo com sua melhor amiga Joey King. Ela também diz que quer planejar uma viagem para Londres em breve, porque ela é uma renomada Potterhead que espera visitar alguns locais de gravações dos filmes. Mas mesmo com uma variedade estonteante de planos para o futuro, Carpenter ainda deixa espaço para o inesperado. “Eu gosto de ser surpreendida”, ela conta. “Eu só preciso soltar alguns easter eggs no universo e ver qual deles volta.”

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Fonte: Marie Claire